Doença de Ménière: sintomas, diagnóstico e relação com a audição
- Crises de vertigem duram de 20 minutos a 12 horas, acompanhadas de zumbido e perda auditiva.
- A causa exata é desconhecida, mas envolve acúmulo de endolinfa no ouvido interno.
- Diagnóstico é clínico, com auxílio de audiometria e teste de equilíbrio.
- Tratamento inclui dieta com baixo teor de sódio, diuréticos e terapia de reabilitação vestibular.
A doença de Ménière é uma condição crônica do ouvido interno que afeta o equilíbrio e a audição, caracterizada por crises súbitas de vertigem intensa, zumbido e perda auditiva flutuante. Embora não tenha cura, o manejo adequado pode reduzir significativamente os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Neste artigo, explicamos os principais aspectos da doença, desde os sintomas até as opções de tratamento.
| Característica | Doença de Ménière | VPPB |
|---|---|---|
| Sintoma principal | Crises de vertigem com zumbido e perda auditiva flutuante | Vertigem breve desencadeada por movimentos da cabeça |
| Duração da crise | 20 minutos a 12 horas | Segundos a 1 minuto |
| Zumbido e perda auditiva | Presentes, geralmente flutuantes | Ausentes |
| Causa | Hidropisia endolinfática | Deslocamento de otólitos |
| Tratamento | Dieta, diuréticos, cirurgia | Manobras de reposicionamento (Epley) |
O que é a doença de Ménière?
A doença de Ménière é uma condição crônica que afeta o ouvido interno, causando crises recorrentes de vertigem (sensação de rotação), zumbido (tinnitus), perda auditiva (geralmente flutuante) e sensação de plenitude auricular.
Foi descrita pela primeira vez pelo médico francês Prosper Ménière em 1861. Acomete principalmente adultos entre 40 e 60 anos, e pode ser unilateral ou bilateral. As crises são imprevisíveis e podem durar de 20 minutos a várias horas, seguidas por períodos de remissão.
Sintomas característicos
Os sintomas clássicos da doença de Ménière incluem: vertigem intensa e rotatória, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos; zumbido (tinnitus) que pode piorar antes ou durante a crise; perda auditiva neurossensorial flutuante, que pode se tornar permanente após crises repetidas; e sensação de pressão ou plenitude no ouvido afetado.
Os episódios variam em frequência e intensidade, podendo ocorrer em clusters ou de forma esporádica. Entre as crises, o paciente pode ficar assintomático.
Causas e fatores de risco
A causa exata da doença de Ménière é desconhecida, mas acredita-se que esteja relacionada ao acúmulo anormal de endolinfa (hidropisia endolinfática) no labirinto membranoso do ouvido interno. Fatores de risco incluem predisposição genética, infecções virais (como herpes simples), distúrbios autoimunes, alergias, alterações metabólicas (como diabetes) e histórico de traumatismo craniano. A ingestão excessiva de sódio, cafeína, álcool e estresse podem desencadear ou agravar as crises.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da doença de Ménière é essencialmente clínico, baseado nos critérios definidos pela Academia Americana de Otorrinolaringologia. O médico otorrinolaringologista realiza uma anamnese detalhada e solicita exames como audiometria (para documentar a perda auditiva flutuante e neurossensorial), eletrococleografia (para avaliar a hidropisia endolinfática), além de testes de equilíbrio (vectoeletronistagmografia). Exames de imagem como ressonância magnética podem ser usados para descartar outras causas, como neuroma do acústico.
Tratamentos e manejo das crises
O tratamento visa reduzir a frequência e a gravidade das crises, além de preservar a audição. As medidas incluem: dieta com baixo teor de sódio (menos de 2g/dia), evitar cafeína e álcool, uso de diuréticos (como hidroclorotiazida), medicamentos para controle da vertigem (betaistina, benzodiazepínicos) e antieméticos.
Em casos refratários, podem ser indicados corticosteroides intratimpânicos, cirurgia de descompressão do saco endolinfático ou aplicação de gentamicina intratimpânica (quimioablação). A reabilitação vestibular também é benéfica.
“O diagnóstico precoce da doença de Ménière é fundamental para controlar as crises e preservar a audição. Muitos pacientes melhoram significativamente com mudanças na dieta e acompanhamento médico regular.” – Dr. Fernando Soares, otorrinolaringologista do Centro Auditivo Fortaleza. — Equipe Centro Auditivo Fortaleza
Fontes e leituras complementares: Organização Mundial da Saúde – Hearing loss · Ministério da Saúde – Saúde Auditiva
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A importância da avaliação profissional
Se você apresenta crises de vertigem associadas a zumbido e perda auditiva, é essencial procurar um otorrinolaringologista para um diagnóstico preciso. A doença de Ménière pode ser confundida com outras condições, mas com o tratamento adequado é possível ter qualidade de vida.
No Centro Auditivo Fortaleza, oferecemos avaliação auditiva gratuita e acompanhamento especializado. Agende sua consulta pelo telefone (85) 99756-0220 e dê o primeiro passo para cuidar da sua saúde auditiva.
Perguntas frequentes
A doença de Ménière tem cura?
A doença de Ménière não tem cura, mas os sintomas podem ser controlados com tratamento adequado, incluindo dieta, medicamentos e, em alguns casos, cirurgia. O objetivo é reduzir a frequência e a intensidade das crises.
Qual a diferença entre doença de Ménière e labirintite?
Labirintite é uma inflamação do labirinto, geralmente causada por infecções virais ou bacterianas, enquanto a doença de Ménière é uma condição crônica associada ao acúmulo de líquido no ouvido interno. Os sintomas podem ser semelhantes, mas o tratamento e a evolução são diferentes.
O que fazer durante uma crise de Ménière?
Durante uma crise, sente-se ou deite-se em um local calmo, evite movimentos bruscos e luzes fortes. Medicamentos para vertigem e náusea podem ser usados conforme orientação médica. Procure ajuda se a crise for muito intensa ou prolongada.
Doença de Ménière pode causar perda auditiva permanente?
Sim, crises repetidas podem levar à perda auditiva neurossensorial permanente, especialmente nas frequências graves. Por isso, o tratamento precoce é importante para preservar a audição.
