Ototoxicidade: remédios que afetam a audição | Centro Auditivo Fortaleza
Prevenção Centro Auditivo Fortaleza

Ototoxicidade: quais medicamentos podem prejudicar a sua audição e como se prevenir

Por Equipe Centro Auditivo Fortaleza · Publicado em 17 de julho de 2026 · Revisão editorial: avaliação clínica própria e Organização Mundial da Saúde (OMS)

Idosa conversando com médico sobre medicamentos que podem prejudicar a audição, em consultório
Idosa conversando com médico sobre medicamentos que podem prejudicar a audição, em consultório
Resumo direto Sim, diversos medicamentos podem prejudicar a audição. Esse efeito é chamado de ototoxicidade e ocorre quando substâncias químicas lesionam as células do ouvido interno. Os principais medicamentos que prejudicam a audição incluem alguns antibióticos (aminoglicosídeos), quimioterápicos (como cisplatina), anti-inflamatórios em altas doses e diuréticos de alça.
Principais pontos

Você sabia que alguns medicamentos comuns podem prejudicar sua audição de forma silenciosa? Esse efeito, chamado ototoxicidade, afeta o ouvido interno e pode causar desde zumbidos até perda auditiva permanente. Neste artigo, explicamos quais classes de remédios apresentam maior risco, os sinais de alerta e como agir sem comprometer seu tratamento. Conhecimento é o primeiro passo para proteger sua saúde auditiva.

MitoSe um medicamento não causa zumbido, não está prejudicando a audição.
FatoNem sempre o zumbido está presente na ototoxicidade. Muitas pessoas desenvolvem perda auditiva de altas frequências de forma silenciosa, sem sintomas perceptíveis no início. Por isso, exames auditivos regulares são importantes para detectar danos precocemente.
Medicamentos com potencial ototóxico e seus principais efeitos
Classe de medicamentoExemplos comunsPrincipal efeito auditivo
Antibióticos aminoglicosídeosGentamicina, Amicacina, TobramicinaPerda auditiva permanente (alta frequência) e dano vestibular
QuimioterápicosCisplatina, CarboplatinaPerda auditiva bilateral progressiva, zumbido
Anti-inflamatórios (AINEs)Aspirina (altas doses), Ibuprofeno, NaproxenoZumbido temporário; perda auditiva rara em uso crônico
Diuréticos de alçaFurosemida, BumetanidaPerda auditiva reversível (geralmente aguda e em altas doses IV)
AntimaláricosQuinina, CloroquinaZumbido e perda auditiva temporária; raro em doses terapêuticas

O que é ototoxicidade?

Ototoxicidade refere-se à capacidade de algumas substâncias químicas causarem danos às estruturas do ouvido interno, especialmente a cóclea (responsável pela audição) e o sistema vestibular (equilíbrio). Esse dano pode ser temporário ou permanente, dependendo do tipo de medicamento, dose, tempo de exposição e susceptibilidade individual.

O mecanismo mais comum é a lesão das células ciliadas, que são essenciais para transformar vibrações sonoras em impulsos elétricos enviados ao cérebro. Uma vez destruídas, essas células não se regeneram em humanos.

Classes de medicamentos associadas ao risco

Diversos medicamentos podem apresentar potencial ototóxico, mas alguns merecem atenção redobrada: (1) Antibióticos aminoglicosídeos (gentamicina, amicacina, tobramicina) – usados em infecções graves, são os principais causadores de perda auditiva permanente e dano vestibular. (2) Quimioterápicos como a cisplatina e carboplatina, que atacam células de rápida divisão, incluindo as da cóclea.

(3) Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) como aspirina em altas doses, ibuprofeno e naproxeno – geralmente causam zumbido temporário, mas uso prolongado pode lesar a audição. (4) Diuréticos de alça (furosemida, bumetanida) – em altas doses intravenosas, podem causar perda auditiva reversível, especialmente em pacientes renais.

(5) Certos antimaláricos (quinina) e antimicrobianos como eritromicina intravenosa. É importante destacar que o risco é maior com doses altas e tratamentos prolongados, e muitos pacientes usam esses medicamentos sem efeitos adversos.

Sinais de alerta durante o tratamento

A ototoxicidade pode se manifestar de forma súbita ou gradual. Os sinais mais comuns incluem: zumbido nos ouvidos (tinnitus), sensação de plenitude auricular (ouvido entupido), dificuldade em entender conversas, especialmente em ambientes ruidosos, e vertigem ou instabilidade (indicando comprometimento vestibular).

Ao perceber qualquer um desses sintomas durante o uso de medicamentos potencialmente ototóxicos, é fundamental comunicar imediatamente o médico prescritor. O monitoramento auditivo realizado por um fonoaudiólogo pode detectar alterações precoces antes mesmo dos sintomas se tornarem evidentes.

Grupos de maior risco

Embora qualquer pessoa que utilize medicamentos ototóxicos esteja sujeita, alguns grupos são mais vulneráveis: recém-nascidos e crianças pequenas (principalmente em UTIs neonatais, onde antibióticos aminoglicosídeos são comuns), idosos, pacientes com insuficiência renal (excreção prejudicada aumenta a concentração do medicamento no sangue), pessoas com histórico de exposição a ruído ocupacional (ouvido já comprometido), indivíduos com predisposição genética (mutações mitocondriais) e pacientes que recebem múltiplos medicamentos ototóxicos simultaneamente.

Nesses casos, a avaliação audiológica prévia e o monitoramento contínuo são ainda mais importantes.

O que fazer e a importância de não interromper a medicação sem orientação médica

Se você está em tratamento com um medicamento potencialmente ototóxico e percebe alterações auditivas, a primeira atitude deve ser informar seu médico. Nunca interrompa o medicamento por conta própria, pois isso pode trazer riscos ainda maiores (piora da infecção, progressão do câncer, descompensação cardíaca etc.).

O médico pode ajustar a dose, trocar por uma alternativa menos ototóxica ou solicitar monitoramento audiológico periódico. Em muitos casos, o dano auditivo é reversível se detectado precocemente. A conscientização sobre o risco é o melhor caminho para equilibrar o benefício do tratamento com a proteção da saúde auditiva.

Muitos pacientes desconhecem que seus remédios podem afetar a audição. Por isso, sempre oriento que, ao iniciar um tratamento de risco, o paciente realize um exame auditivo de base. – Dra. Juliana Mendes, fonoaudióloga do Centro Auditivo Fortaleza. — Equipe Centro Auditivo Fortaleza

Fontes e leituras complementares: Organização Mundial da Saúde – Hearing loss · Ministério da Saúde – Saúde Auditiva

Ficou com dúvidas?

Agende sua avaliação auditiva gratuita e descubra as melhores soluções para você.

A importância da avaliação profissional para proteger sua audição

A ototoxicidade é um risco real, mas não deve ser motivo de pânico ou de abandono de tratamentos essenciais. O segredo está na informação e no monitoramento. Se você está em uso de medicamentos que podem prejudicar a audição, converse com seu médico sobre a necessidade de acompanhamento audiológico.

No Centro Auditivo Fortaleza, contamos com profissionais capacitados para realizar exames detalhados e identificar alterações precoces. Não deixe sua saúde auditiva em segundo plano: agende uma avaliação gratuita pelo telefone (85) 99756-0220 e cuide dos seus ouvidos com quem entende do assunto.

Perguntas frequentes

Todos os antibióticos causam perda auditiva?

Não. Apenas alguns antibióticos, como os aminoglicosídeos (gentamicina, amicacina), têm potencial ototóxico significativo. A maioria dos antibióticos comuns, como amoxicilina e azitromicina, não afeta a audição quando usados nas doses recomendadas.

O zumbido causado por remédio é reversível?

Em muitos casos, sim. O zumbido associado a anti-inflamatórios ou aspirina costuma desaparecer após a redução da dose ou suspensão do medicamento. Já o zumbido por aminoglicosídeos pode ser persistente. Consulte seu médico para avaliar.

Como saber se um medicamento está prejudicando minha audição?

Fique atento a sintomas como zumbido, sensação de ouvido tampado ou dificuldade para entender conversas. Exames auditivos periódicos podem detectar mudanças sutis. O melhor é manter contato com seu médico e um fonoaudiólogo.

Posso tomar alguma vitamina para prevenir a ototoxicidade?

Não existem vitaminas ou suplementos comprovadamente eficazes na prevenção da ototoxicidade. O uso de antioxidantes (como vitamina E) é estudado, mas sem evidência robusta. A melhor prevenção é o monitoramento audiológico e a comunicação com o médico.

Pronto para ouvir melhor?

Agende sua avaliação gratuita hoje mesmo e descubra a solução ideal para você.